Cientistas ainda debatem o mistério da estrela KIC 8462852

A hipótese da megaestrutura ao redor de KIC 8462852 embora improvável, continua a ser discutida

A hipótese da megaestrutura ao redor de KIC 8462852 embora improvável, continua a ser discutida

Também conhecida como Estrela de Tabby, astro distante tem comportamento que desafia todas as explicações; hipótese da megaestrutura de uma avançada civilização alienígena ainda não foi refutada

Há mais de um ano os astrônomos debatem o intrigante mistério da estrela KIC 8462852, situada a 1.500 anos-luz de nós. Seu estranho comportamento foi primeiramente detectado por meio de uma análise dos dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler da NASA, feita pela equipe da astrônoma Tabetha “Tabby” Boyajian, da Universidade Yale de Connecticut. O astro foi inclusive apelidado de Estrela de Tabby, por causa do apelido de Tabetha, e o que intrigou os cientistas foi o fenômeno de diminuição detectado por duas vezes pelo Kepler, uma de 15%, e outra de 22%.

Os astrônomos sabem que um planeta gigante gasoso como Júpiter produz uma diminuição de brilho de sua estrela, durante um trânsito, de cerca de um por cento. Assim, algo de proporções verdadeiramente monumentais deveria ser o responsável pelo bizarro fenômeno. Boyajian e sua equipe primeiro apresentaram a hipótese de um enxame de cometas se fragmentando ser o responsável pelas observações, e outros astrônomos indicaram que os destroços de um planeta esfacelado igualmente poderia ser uma explicação. Outras hipóteses naturais apresentadas foram uma variação da atividade da própria estrela, e algum tipo desconhecido de nuvem interestelar situada entre KIC 8462852 e nós.

A hipótese considerada menos provável pelos cientistas é aquela que granjeou fama para essa estrela: a de que uma avançada civilização alienígena estaria construindo uma colossal estrutura, um enxame ou esfera de Dyson, a fim de coletar a energia emitida por esse sol. Até hoje, inclusive, boa parte de sites científicos chama esse astro de “a estrela da megaestrutura alienígena”. Mas mesmo essa hipótese remota também está sendo estudada, como por exemplo pelo projeto Breakthrough Listen, que utiliza o radiotelescópio de Green Bank para tentar captar sinais de rádio emitidos por essa civilização alienígena. Essa iniciativa será encerrada no próximo mês e até o momento, como outras do tipo, não resultou em dados significativos.

DIMINUIÇÃO DE LUMINOSIDADE AO LONGO DO ÚLTIMO SÉCULO

 

 

CRÉDITO: NASA

KIC 8462852 em infravermelho e ultravioleta; seu comportamento continua a desafiar os astrônomos

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 Causou polêmica a descoberta de Bradley Schaefer, da Louisiana State University, que a estrela teria diminuído sua emissão luminosa em cerca de 20% entre 1890 e 1989, o que foi contestado por muitos. Porém, um outro estudo descobriu que a Estrela de Tabby diminuiu seu brilho em 3% entre 2009 e 2013. Jason Wright, da Pennsylvania State University e membro do Breakthrough Listen, afirma que diante dos dados disponíveis a hipótese de uma nuvem interestrelar está se fortalecendo, mas reconheceu: “Teria que ser uma nuvem muito maluca, algo que ainda não conhecemos”. Ele complementa: “Acredito que é provável que ainda não tenhamos ouvido a resposta certa ainda”. Contudo, uma nova hipótese foi apresentada em um trabalho assinado pelo professor Eduard Heindl, da Universidade Furtwangen na Alemanha.

Ele elaborou um modelo matemático para examinar a possibilidade de intervenção alienígena nesse distante sistema e elaborou a teoria de que essa civilização está colhendo materiais diretamente da estrela. Essa mineração estelar seria então a responsável pela diminuição do brilho de KIC 8462852, e Heindl lembra que nosso Sol tem cerca de 6.000 vezes mais metais que todo o resto do Sistema Solar. Conforme ele explica: “Para minerar a estrela, eles teriam que elevar o material para uma órbita suficientemente mais fria para recolhê-lo. Não sabemos como poderiam fazer isso, mas uma ideia é aquecer além do normal um ponto na superfície com espelhos e gerar um raio de matéria com campos magnéticos”. Heidl sugere que a diminuição do brilho não pode ser natural, pois a curva de luz observada é anormalmente suave, com bordas muito abruptas. O fato é que o comportamento da estrela KIC 8462852 continua a desafiar os cientistas.

Leia o artigo de Eduard Heindl

Vídeo que explica as diferenças entre Esfera e Enxame de Dyson

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http://www.ufo.com.br/noticias/cientistas-ainda-debatem-o-misterio-da-estrela-kic-8462852

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