Polêmica sobre agroglifo surgido em Ansty, na Inglaterra

O agroglifo de Ansty

Colin Andrews, um dos maiores especialistas no assunto, afirma que sinal é propaganda de uma empresa

Um agroglifo surgido em uma fazenda em Ansty, a cerca de 30 quilômetros de Stonehenge, tem causado intensa polêmica na comunidade que pesquisa os famosos círculos ingleses. A região é conhecida por ter a mais alta incidência no surgimento dos círculos, porém a história dessa formação em particular parece ter vários elementos contraditórios. A figura possui 100 metros de diâmetro e é descrita como tendo 20 símbolos no contorno externo que se assemelham a sinais astrológicos. No centro, uma imagem similar a uma flor de três pétalas é chamada de mandala ou “flor da vida”.

Karren Price é a responsável pela Fazenda Ansty, na qual surgiu o agroglifo, e disse que sua família raramente deixa as terras. Porém, todos fizeram uma viagem de cinco dias da qual retornaram em 12 de agosto, quando encontraram no campo de trigo o enorme desenho. Karren diz: “Já desenhei labirintos com as plantas, mas isso supera tudo que já vi. O primeiro labirinto que fiz tomou seis semanas de trabalho e por isso algo tão incrível como esse padrão intrincado ser criado tão rapidamente é impressionante”. A proprietária afirma que não encontraram sinais de pegadas ou outra ação humana e que a fazenda está sempre tomada por trabalhadores, sem que ninguém tivesse observado nada de anormal.

Porém, um dos maiores especialistas em agroglifos do mundo, Colin Andrews, discorda da intensa euforia que tomou conta de alguns setores da comunidade de pesquisa de agroglifos. Podemos destacar, por exemplo, que está anunciado que para entrar na Fazenda Ansty está sendo cobrada uma taxa de cinco libras, o que dá direito a uma bebida, no horário de terça a sábado, das 9h30 às 17h30, e aos domingos e segundas das 10h00 às 16h00. A cobrança de entrada já torna o fenômeno muito suspeito, pois uma atitude mais comum a fazendeiros que encontram sua plantação assim atingida é tentar impedir o acesso à plantação, ou facultá-lo somente aos pesquisadores, minimizando os prejuízos. Colin afirmou que tem se dedicado, desde 1999, a documentar casos de interação entre o público em geral, pesquisadores, fazendeiros e fazedores de círculos, os Circle Makers. E, conforme diz: “Consegui minhas respostas, e nem todos vão ficar felizes com o que descobri”.

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CRÉDITO: ARQUIVO

É evidente a similaridade entre o agroglifo e o logo da Mothership Glass

É evidente a similaridade entre o agroglifo e o logo da Mothership Glass

 

 Colin Andrews aponta o óbvio: o desenho do agroglifo é virtualmente idêntico à logo de uma empresa chamada Mothership Glass, especializada em vasos e outros produtos feitos com vidro, o que inclui recipientes para o consumo de maconha, que é legal em alguns países europeus e certos estados norte-americanos. Por sinal, um dos símbolos do agroglifo é o mesmo que aparece em um dos vasos feitos pela empresa. Sobre o agroglifo, Colin Andrews afirma: “Sua excepcional qualidade é resultado de mãos experientes, que levaram três dias para completar o desenho. Os nomes dos responsáveis são conhecidos por mim, sendo os mesmos que estiveram envolvidos na produção de desenhos na areia de praias na costa sul da Inglaterra. A confecção em três dias permitiu aperfeiçoar e refinar o desenho, com a concordância dos donos da propriedade”.

 

 

CRÉDITO: CROPCIRCLE CONNECTOR

Os símbolos do agroglifo são idênticos ao de recipientes feitos pela Mothership Glass

Os símbolos do agroglifo são idênticos ao de recipientes feitos pela Mothership Glass

 

 Colin Andrews afirma que as palavras dos donos das terras são quase as mesmas usadas pelos proprietários de outro campo, onde surgiu o agroglifo apontado como outra peça publicitária na Califórnia há poucos anos. O discurso dos donos da fazenda também serve, de acordo com o pesquisador, para distanciá-los da peça publicitária perpretada, fingindo não ter nada com a construção do agroglifo. Andrews resume: “Sei quem são os criadores da figura. Eles foram pagos pela Mothership Glass para fazer o agroglifo, o que levou três dias. A quantidade de dinheiro que passou de mãos, entre os proprietários da fazenda, cada artista fazedor de círculos e alegadamente para a caridade está fora do objetivo de minha pesquisa. Agradeço aos confiáveis indivíduos que me auxiliaram nesta investigação e neste caso nenhuma força misteriosa estava envolvida, mas um esforço para fazer dinheiro por parte dos envolvidos”. O editor da Revista UFO, A. J. Gevaerd, irá tratar do assunto dos agroglifos no V Encontro de Ufologia Avançada de São Paulo, nos próximos dias 27 e 28 de agosto.

 

 

CRÉDITO: ARQUIVO

Colin Andrews

Colin Andrews

 

 Visite o site de Colin Andrews

Página da Mothership Glass

Site do Circle Makers

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Saiba mais:

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