Exército Brasileiro nega possuir informações sobre Caso Varginha

A Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) consegue obter mais uma declaração das Forças Armadas que, entretanto, ainda não reconheceram a realidade de nosso maior caso; leia a resposta de Marco Petit

 

O Exército continua a negar sua participação no Caso Varginha

Em vista de mais questionamentos, apresentados ao Ministério da Defesa pelo coeditor Fernando Ramalho em requerimento no dia 07 de abril último, o Ministério da Defesa liberou um documento em que responde a mais essa demanda da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU). Em suas 23 páginas, a Aeronáutica reconhece a ocorrência de nove casos de Tráfego Hotel, que é a designação oficial dada a avistamentos ou detecções de UFOs. Em alguns deles, inclusive, houve preocupação pelas ocorrências envolverem questões de segurança de aeronaves civis em voo. Já o Exército e a Marinha afirmaram não ter registros recentes.

De acordo com Ramalho, outro pedido dos ufólogos, a obtenção dos códigos de identificação das informações geradas no Caso Vaarginha, ainda não foi atingido. Tais códigos de informações, ou CIDIC, são independentes para cada Arma, e publicados na internet em procedimento regido pela Lei de Acesso à Informação (LAI), e suas listagens são disponibilizadas ano a ano. No documento, que brevemente será disponibilizado no site da Revista UFO, também estão comentários acerca do livro Varginha: Toda a Verdade Revelada, de autoria do coeditor Marco Petit e publicado pela Biblioteca UFO. A obra foi também protocolada no dia já mencionado, e descreve a investigação acerca do Caso Varginha, que teve seu início em 20 de janeiro de 1996.

O coeditor da Revista UFO, Marco Antonio Petit, ao tomar conhecimento da íntegra do documento liberado pelo Ministério da Defesa, escreveu sua resposta, que apresentamos abaixo.

EXÉRCITO NEGA VERDADE OFICIALMENTE MAIS UMA VEZ

No dia 18 de abril de 2013, a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), foi recebida em Brasília pelo Secretário Geral do Ministério da Defesa, Dr. Ari Matos, representante imediato do então Ministro Celso Amorim, para uma reunião com os representantes dos comandos militares da Aeronáutica, Marinha e Exército, como resultado de mais um pleito de nosso grupo (CBU), mediante a chamada “Carta de Foz de Iguaçu”, lavrada e assinada por ocasião do Fórum Mundial de Ufologia realizado meses antes na cidade do mesmo nome, em mais uma ação da campanha “UFOs – Liberdade de Informação, Já”. Na oportunidade, além de minha pessoa (Marco Petit), estiveram presentes e fizeram uso da palavra o ufólogo Ademar Jose Gevared (editor da revista UFO) e o coordenador da CBU, o ufólogo Fernando Aragão Ramalho. Nos acompanharam também o advogado Gener Silva, o co-editor da mesma revista Thiago Ticchetti, e o empresário e executivo Francisco Pires, todos membros da Comissão Brasileira de Ufólogos.

 

 

CRÉDITO: ARQUIVO REVISTA UFO

A histórica reunião da CBU com representantes das Forças Armadas, em 18 de abril de 2013

A histórica reunião da CBU com representantes das Forças Armadas, em 18 de abril de 2013

 

 Na oportunidade, ao contrário do representante do comando da Força Aérea, que continuou mostrando que a força militar continuaria com sua postura de abertura e liberação de documentos antes classificados sobre a presença dos UFOs no espaço aéreo do país, o representante do comando do Exército para espanto e eu diria até indignação de alguns presentes, começando pelo próprio Dr. Ari Matos, que representava o ministro da pasta, declarou simplesmente que não tinha o que declarar sobre o assunto. Diante dessa situação e também da postura da Marinha, que declarou na oportunidade, que tudo o que possuía já havia disponibilizado, me foi solicitado que abordasse além do Caso Trindade, cujo IPM continuamos a solicitar a Armada, que fizesse um pronunciamento na presença de todos, incluindo o representante do Exército, sobre e em defesa do Caso Varginha. Poder falar abertamente sobre o caso no interior do Ministério da Defesa, frente a frente, não só com o secretário do MD, que ouviu tudo com atenção, enquanto o representante do comando maior do Exército, cuidava de anotar minhas palavras, foi sem dúvida um momento muito especial em minha trajetória dentro da Ufologia.

O Exército continuou em silêncio, e na verdade ainda pode manter o sigilo sobre o caso legalmente dentro da atual legislação, que permite que documentos classificados como ultra-secretos, fiquem mantidos longe da população por 25 anos, ou seja, até o ano de 2021. Devido a essa realidade e na verdade depois de ser convencido pelo editor da revista UFO no final do ano passado, já que eu era o único a ter estudado a fundo o IPM, e ter conhecimentos sobre todos os detalhes, que envolveram os bastidores da própria pesquisa, resolvi escrever e publiquei meu oitavo livro, o primeiro inteiramente dedicado a Varginha. Afinal, eu havia sido membro do pequeno grupo que liderou as investigações a partir de maio de 1996, e ao contrário dos outros, continuava disposto a seguir falando, ou a escrever sobre a verdade, abordando os aspectos potencialmente perigosos.

 

 

CRÉDITO: REVISTA UFO

Militares do Exército tiveram decisiva participação no Caso Varginha

Militares do Exército tiveram decisiva participação no Caso Varginha

 

 O meu passo seguinte e da Comissão Brasileira de Ufólogos, da qual sou membro fundador, foi protocolar oficialmente no dia 7 de abril desse ano (2015) dentro do Ministério da Defesa, mediante o coordenador da CBU em Brasília, o também co-editor da revista UFO, Fernando A. Ramalho, um exemplar do meu livro “Varginha – Toda a Verdade Revelada”, para expor para os atuais líderes do Ministério toda a situação de gravidade que continua a envolver o Exército com o caso, e as manobras realizadas dentro do IPM. Isso foi feito depois de eu receber uma orientação do amigo e membro da CBU, o já citado Francisco Pires, que me alertou para importância de tal atitude, para que minha obra não chegasse ao MD, em suas palavras, “por mãos erradas”, devido a gravidade das denúncias que faço em seu conteúdo. Nosso coordenador em Brasília, ainda recebeu de um dos advogados do MD uma solicitação posterior para que fossem encaminhados outros exemplares da obra, para que os comandos da Aeronáutica e da Marinha recebessem também seus exemplares, e pudessem tomar conhecimento de tudo que o livro denuncia, o que foi prontamente providenciado.

Tomamos conhecimento que o livro foi lido e analisado dentro do MD, como documento relativo ao caso, mas para nossa surpresa, o Exército, segundo a documentação recebida agora a poucos dias atrás pelo nosso grupo, com data de 14 de setembro (2015), encaminhada à Comissão Brasileira de Ufólogos, mediante resposta da Secretaria Geral do Ministério da Defesa, e recebida em mãos diretamente pelo nosso companheiro Fernando Aragão Ramalho, o Exército Brasileiro continuou sem se pronunciar, insistindo em negar a existência de qualquer documentação, ou material relacionado ao caso, com exceção do próprio IPM, que nossa campanha conseguiu localizar e ter acesso anos atrás. Nenhum comentário foi feito em relação ao conteúdo do meu livro, mesmo em termos de uma possível crítica, além de sua citação por explícito logo no primeiro parágrafo do ofício que recebemos.

 

 

CRÉDITO: ARQUIVO REVISTA UFO

A Escola de Sargentos das Armas, instituição militar mais próxima de Varginha e envolvida diretamente com o caso

A Escola de Sargentos das Armas, instituição militar mais próxima de Varginha e envolvida diretamente com o caso

 

 Em resumo: o comando do Exército preferiu continuar em silêncio, como se nada estivesse acontecendo, como já havia feito em “resposta” ao portal G1, que fez uma cobertura do lançamento de minha obra. Afirmo aqui em meu nome e com certeza dos demais membros da CBU, que não vamos aceitar este tipo de postura, e continuaremos a expor publicamente de maneira séria, e responsável, e principalmente contrariando a ampla existência de evidências a favor do caso, o silêncio inaceitável de nossas autoridades, agora inclusive com a denúncia pública mediante meu livro sobre as irregularidades descobertas por mim dentro do Inquérito Policial Militar realizado pelo Exército nas dependências da Escola de Sargento das Armas (EsSA), na cidade mineira de Três Corações. Logo após iniciar meus estudos sobre o IPM, anos atrás, quando a CBU teve acesso ao seu conteúdo mediante nossa campanha, eu já havia iniciado a divulgação dessas irregularidades de forma menos detalhada, em artigo publicado na revista UFO. Essas denúncias não poderiam ser ignoradas agora, até porque o livro foi oficialmente protocolado e lido dentro do próprio MD.

Associada a mesma resposta que acabamos de receber do Ministério da Defesa, tivemos a liberação de mais documentos da Força Aérea pertinentes a presença dos UFOs no espaço aéreo do pais. Que algum dia o Exército siga os passos de nossa Aeronáutica como exemplo. Podem aguardar mediante minha página e perfis no facebook novas postagens relacionadas ao mais importante caso da Ufologia Brasileira.

Forte abraço,

Marco Antonio Petit

Co-editor da revista UFO, autor de oito livros que abordam diferentes aspectos da Ufologia, membro fundador da Comissão Brasileira de Ufólogos, que já permitiu a liberação de milhares de páginas de documentos da Força Aérea Brasileira antes classificados como sigilosos, mediante a campanha UFOs, Liberdade de Informação, Já.

Baixe os documentos liberados graças à campanha UFOs: Liberdade de Informação Já

Leia a entrevista completa de Marco Petit para o portal G1

Site do Ministério da Defesa

Caso Varginha completa 18 anos

Ministério da Defesa e ufólogos acertam canal de comunicação inédito no mundo

Brasil já teve um órgão oficial para pesquisar OVNIs

Organograma do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani)

Saiba mais:

Livro: Varginha: Toda a Verdade Revelada

 

 

CRÉDITO: REVISTA UFO

Varginha: Toda a Verdade Revelada

Varginha: Toda a Verdade Revelada

 

 

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2 pensamentos sobre “Exército Brasileiro nega possuir informações sobre Caso Varginha

  1. se o marcos a. petiit escreveu o livro ” varginha , toda a verdade revelada ” , entaõ porque a ufo quer que o exercito faça mais alguma revelaçaõ , ele ja num revelou tudo no seu livro

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  2. Quando servi o sargento da minha unidade estava na ESA, e de serviço no dia. Ele disse que não aconteceu nada, e recebeu a ordem de dizer caso questionado, que não poderia dar informações ou seja nem que sim e nem que não, para aumentar a popularidade, mkt.

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