Oceanos em super-Terras podem abrigar vida alienígena

Novo estudo aponta que tais locais em mundos maiores e mais antigos que a Terra são ideais para procurar por extraterrestres

Um oceano alienígena, com um gigante gasoso vizinho se elevando ao céu, em concepção artística

No 225º encontro da Sociedade Astronômica Americana, foi apresentado um novo estudo pela equipe de Laura Schaefer, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CfA), que aponta a possibilidade de super-Terras manterem seus oceanos por mais tempo que nosso planeta. Tais exoplanetas são aqueles cuja massa seja até cinco vezes maior que a de nosso mundo, e já foram localizados vários do tipo na região habitável de suas estrelas. A cientista afirmou: “As pessoas pensam em planetas na região habitável somente em termos de temperatura. Deveriam considerar também seus oceanos, como locais onde até se poderia velejar ou surfar”.

Os oceanos da Terra, de acordo com as mais recentes descobertas, existem ao longo de boa parte da história do planeta, por serem continuamente reciclados. A água se esvai pela crosta e manto do planeta devido a atividade geológica, porém a mesma água é recolocada no sistema pela ação de vulcões. Os modelos computacionais da equipe de Schaefer buscaram verificar se isso poderia acontecer em super-Terras com placas tectônitas, e os cientistas descobriram que mundos maiores que a Terra puderam manter esse processo por muito mais tempo. Em um dos modelos, de um planeta de duas a quatro vezes maior que o nosso, os oceanos durariama por 10 bilhões de anos.

Em outra simulação, um mundo cinco vezes maior que o nosso levou 1 bilhão de anos para formar oceanos, porém estes, após estabelecidos, persistiram na superfície por um vasto período de tempo. Como a água é essencial à vida como conhecemos, a equipe sugere que super-Terras mais antigas que nosso planeta apresentam as melhores chances de abrigar vida alienígena, até mesmo vida mais complexa. Em um exoplaneta um bilhão de anos mais velho que a Terra, a vida teria bem mais tempo para evoluir para formas complexas. Dimitar Sasselov, co-autor do estudo, afirmou: “Leva muito tempo para os processos químicos possam produzir vida em escala planetária, suficiente para alterar a atmosfera, como a vida fez na Terra. Portanto, leva tempo até a vida se tornar detectável”.

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Fonte: REVISTA UFO

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